(crédito: Ed Alves/CB)

Governo se apoia em maioria da Câmara para aprovar a PEC das bondades

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Pressionado pelo calendário eleitoral, o governo se apoia na maioria que tem na Câmara para aprovar, nesta semana, o Auxílio Brasil de R$ 600 e o voucher caminhoneiro de R$ 1 mil

O Congresso Nacional viveu uma semana intensa de negociações em torno da PEC das Bondades. Apesar das articulações, a falta de quórum para votação, na quinta-feira, impossibilitou que a pauta fosse apreciada em Plenário. Com isso, os primeiros dias da semana que se inicia estão sendo dedicados a conversas e barganhas para assegurar a aprovação da proposta que pode melhorar os índices do presidente Jair Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto para as eleições.

A expectativa é que, ainda hoje, ocorra uma reunião de líderes partidários para alinhamento da votação. Assim, o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), espera assegurar que, desta vez, não faltará quórum para a aprovação da matéria nem riscos de a oposição promover mudanças no texto da proposta, como a retirada do estado de emergência — o que faria com que a matéria retornasse ao Plenário do Senado, impossibilitando a sanção da PEC antes do início da campanha eleitoral, em agosto.

Conforme o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Lincoln Portela (PL-MG), há um pré-acordo entre parlamentares da oposição e da base. “Alguns ajustes acabam acontecendo no caminho e, na realidade, há um pré-acordo. A oposição vai fazer oposição, mas não vai votar contra uma pauta dessas”, disse ele. Às alegações de que não houve espaço para debates, Portela responde que são “apenas discursos”.

Para o pré-acordo, interlocutores do governo afirmam que Lira alinhará com os parlamentares para garantir um “quórum confortável”. Para isso, até amanhã, o presidente da Casa tem a autorização para “resolver na caneta”, ou seja, distribuir as emendas parlamentares para atender “aos deputados desassistidos”. A reportagem questionou quem seriam esses parlamentares, e a informação e que o foco está, principalmente, no MDB e no União Brasil.

Fonte: Tainá Andrade, Taísa Medeiros