Acreditar que o atual time do Atlético produziria três gols contra o Unión era uma tarefa de otimismo, para não dizer fé. Houve chances para isso, mas quando não faltou a frieza para convertê-las, faltou mesmo qualidade.
De qualquer forma, ter vencido por 2 a 0 com uma formação tática diferente mostra um caminho para ao menos estabilizar o rumo da montagem do time, eliminando as turbulências dos maus resultados recentes e dando o tão necessário tempo para o treinador trabalhar.
Com a escalação de três zagueiros, fazia sentido apostar na capacidade de apoio dos alas, até por ser a melhor característica de Guga e principalmente Guilherme Arana. O ex-corintiano deixou boas impressões e pode crescer neste cenário. Vale destacar ainda o bom desempenho de Hyoran, que precisa se apresentar assim com regularidade.
Seria melhor se houvesse a capacidade de receber a bola na frente, ainda que via ligação direta, e mantê-la por lá. Outra vez as limitações de Franco Di Santo passaram fatura – e mantê-lo em campo ao lado de Ricardo Oliveira foi um erro estratégico de Dudamel.
O venezuelano precisa mostrar maior capacidade de interferir positivamente com as alterações. Mais uma vez, o time pareceu sofrer para se adaptar às trocas.
A eliminação da Sul-Americana é um baque para quem tinha no torneio continental uma das poucas possibilidades realistas de título na temporada. Mas, considerando que ela já era praticamente certa, o melhor é olhar para o que funcionou na noite de quinta-feira e pensar no que vem pela frente.
Fonte: LEONARDO BERTOZZI
