Eventos extraordinários revelam que já foi dada a largada para a corrida pela cadeira de prefeito (a) do Município de Presidente Médici. Um fato excepcional na história das disputas eleitorais da municipalidade é a “união” de ao menos uma dezena de siglas partidárias por um objetivo: tirar das mãos da atual prefeita Lurdinha do Sindicato (PT) a chefia do Executivo.
Denominado “Grupão”, o conglomerado reúne políticos que eclodem de verdadeiros sepultamentos da carreira política com nomes que imprimiram tímido desempenho de gestão e experiências negativamente sentidas pela comunidade. Há, contudo, pretensos ao cargo de prefeito que possuem boa aceitação do eleitorado e simpatia de lideranças partidárias de níveis estadual e nacional.
Na última quarta-feira (27), sem convite à imprensa local, os políticos se reuniram pela segunda vez, para discutir o assunto, especialmente tentar apurar um nome para o embate nas eleições. O cerne da estratégia é manter intacto o que chamam de “paredão”, para evitar a pulverização dos votos, o que beneficiaria a Prefeita Lurdinha na possível busca pela reeleição.
Experientes políticos de Médici têm acompanhado o processo e avaliam que o comportamento dos meandros da atual política demonstra que a reeleição da atual prefeita é fato quase inevitável e que o embate com Lurdinha requer a fortificação de uma estrutura política jamais testada em qualquer eleição do Município.
Procura-se um vice
Até o momento, o Partido dos Trabalhadores – PT de Médici não anunciou algum nome ou sigla que deverá ocupar o cargo de vice-prefeito (a). O que se sabe é que no grupo que vem prometendo ser adversário na disputa há nomes que teriam se aproximado da petista em 2015, com a finalidade declarada de concorrer com vice.
À boca pequena, sabe-se que a maioria dos nomes do tal Grupão objetiva a valorização do passe, para testar a aprovação da massa eleitoral e, então, “negociar” com o PT a pretensão ao cargo de vice-prefeito de Lurdinha. As informações são de que ao menos três vereadores, três ex-prefeitos e alguns empresários sonham com a vaga de vice da gestora.
Pretensos
Atualmente, estão declarados pré-candidatos os ex-prefeitos Antônio Geraldo da Silva (PDT), José Ribeiro da Silva (PMDB) e Gilson Borges (PV), os pecuaristas Marcio Paiol (PP) e Dilson Alencar (PSD). Destes, Antônio Geraldo e José Ribeiro precisam resolver atritos internos dos partidos que congregam, para conseguir registrar a candidatura. Já Alencar se mantém firme e tem avisado que não abre mão de sair na “cabeça”.
Partidos
Imposições de diretórios de partidos têm causado indigestão, decepção e animosidade entre políticos que não querem arriscar a disputa em lado contrário ao projeto de reeleição de Lurdinha. Um exemplo é o recente anúncio midiático de que Antônio Geraldo será candidato a prefeito. A decisão atropela o diretório municipal, que almeja o vice-governo ou manter o apoio à atual gestão.
Secretário municipal da Prefeitura, o presidente municipal do PDT, Rodrigo Costa, avisa que o diretório não aceita o que chama de “empurrão” de Toninho para as eleições. Ele garante que lançará o próprio nome a candidatura para prefeito, caso a Executiva regional insista com a decisão. Costa também é veemente em afirmar que está pronto para ser vice-prefeito, caso Lurdinha aceite.
Outra situação semelhante reside no PMDB. Ocorre que, atualmente grande parte dos correligionários líderes do partido aclama e aprova a atual gestão e não esconde o interesse pela manutenção do governo. Contudo, dois vereadores viraram oposição e se alistaram ao grupo adversário. Já o peemedebista presidente da Câmara, vereador Gilmar Moura, não esboça ânimo em militar no projeto de derrubada da prefeita. O secretário municipal de agricultura, também do PMDB, Fábio Moccelin, garante que o partido está “rachado” e mantém boa parte dos correligionários do lado da prefeita.
Ex-vereador por dois mandatos, o pevista Martinho Metralha também vem acompanhando os burburinho político de Médici e faz observações: “Eu já falei pra eles, inclusive pra Lurdinha, que o único jeito de derrubar a prefeita é juntar todo mundo. O problema é que eles precisam se manter unidos e formar uma supernominata porque hoje mesmo com um só adversário seria suado ganhar da mulher”.
Fonte: Willian Luiz