O deputado Cirone Deiró também questionou se a Sesau tomou conhecimento dos fatos ocorridos antes da divulgação feita pelo Coren.
Juan Irineu esclareceu que o Coren apenas fiscaliza as denúncias, que são encaminhadas ao MP. Ele destacou que as imagens divulgadas não permitem a identificação de pacientes ou profissionais envolvidos, e que todas as informações constavam no relatório entregue à Sesau.
Fabíola de Oliveira, gerente de enfermagem do HCZL afirmou que a unidade nunca ficou desfalcada de profissionais, e que sempre ao ser solicitado, a Sesau abriu processo para contratação de enfermeiros e técnicos, mas que esse processo demanda tempo.
Os profissionais do Hospital entregaram à presidente Cássia uma nota de repúdio emitida pela equipe do HC em relação às denúncias feitas pelo Coren.
A enfermeira Marisa, fiscal do Coren, destacou que a atuação do Conselho não tem a intenção de atrapalhar o trabalho desenvolvido pelo HC e a Sesau, apenas apontar possíveis falhas para que sejam corrigidas.
A assessoria jurídica da Sesau fez um encaminhamento pedindo a retirada das imagens dos pacientes de veiculação pelo Coren, e destacou que todas as provas já foram anexadas ao processo encaminhado ao MP. Juan Irineu se comprometeu a levar o pedido à diretoria do Coren, mas lembrou que as imagens não expõem as vitimas pois não são identificáveis.
O secretário estadual de saúde, Fernando Máximo, explicou que está sempre disposto a ouvir críticas com o objetivo de melhorar sua gestão, mas criticou a maneira como a questão foi conduzida pelo Coren. Ele afirmou que as escalas dos profissionais de enfermagem estão completas, e a Sesau sempre agiu de maneira a evitar a falta de profissionais na ativa, embora muitos tenham ficado doente por atuarem na linha de frente da pandemia.
O secretário destacou que, frente à pandemia, as dificuldades enfrentadas pela Sesau se tornaram ainda maiores, mas que sempre atuou para diminuir os efeitos. Ele se comprometeu a tentar resolver todas as denúncias que chegarem até a Secretaria.
O deputado Luizinho Goebel registrou o seu reconhecimento ao trabalho de todos os profissionais de saúde do estado. Ele lembrou que, em momento de crise, algumas atividades precisaram ser adaptadas, e pediu cautela para que as denúncias não acabem manchando o importante trabalho que esses profissionais vêm realizando na linha de frente.
Jair Montes destacou que é um momento de reflexão e se colocou a disposição para receber qualquer demanda que os profissionais da saúde possam ter, mas pediu prudência para garantir os direitos dos pacientes.
O deputado Dr. Neidson parabenizou a atuação do Coren e destacou a importância do alerta que as denúncias apresentadas levantaram para a melhoria da área da Saúde. Ele lembrou que a Comissão está sempre à disposição para mediar problemas identificados no setor.
Neidson destacou que a situação do HCZL será investigada e resolvida pela justiça através do Ministério Público.
Chiquinho da Emater ressaltou a importância de buscar esclarecimentos entre todas as partes envolvidas e agradeceu também aos profissionais pelo trabalho que vem sendo desenvolvido.
Requerimentos
A Comissão aprovou três requerimentos feitos pelo deputado Jean de Oliveira, pedindo informações a respeito dos pacientes que teriam contraído a miíase para determinar se essa foi resultado de negligência dos profissionais ou se os pacientes já deram entrada no HC com a infecção; pedido da documentação que observa a quantidade mínima de profissionais para garantir o funcionamento da unidade de saúde e a verificação do número de técnicos e enfermeiros por paciente e quais as possíveis causas da falta de profissionais.
O deputado Dr. Neidson também encaminhou um requerimento solicitando o quantitativo de leitos e das escalas de trabalho de todas as unidades de saúde de Rondônia nos últimos seis meses para que possam ser verificadas as denúncias de déficit de profissionais.
Texto: Ana Carolina Custódio-ALE/RO
Foto: Assessoria
