(Foto: Divulgação)

CMA apreende R$ 3,8 milhões em ouro ilegal na fronteira com a Colômbia

Policial

Apreensão ocorreu durante a Operação Curare, que visa combater ilícitos transfronteiriços e ambientais na Amazônia

Mais de 5 quilos de ouro, avaliados em R$ 3,8 milhões, foram apreendidos pelo Comando Militar da Amazônia (CMA) durante a Operação Curare, na fronteira entre o Brasil e a Colômbia.

De acordo com o Exército Brasileiro, a ação ocorreu durante um patrulhamento na região. Durante a revista, os militares identificaram o material oriundo de atividade de garimpo ilegal. Em seguida, o ouro apreendido foi encaminhado aos órgãos competentes para as providências legais cabíveis. Não foi divulgado se alguém foi preso durante a operação.

Operação

A Operação Curare é conduzida pelo Exército Brasileiro na faixa de fronteira. O objetivo é combater, de forma preventiva e repressiva, ilícitos transfronteiriços e ambientais. Além disso, as ações integram o monitoramento contínuo da região amazônica, com foco na preservação dos recursos naturais e na manutenção da soberania nacional.

Denúncia

Em outro caso, a Justiça Federal recebeu uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra um garimpeiro acusado de explorar ouro ilegalmente no rio Puruê, no município de Japurá. Segundo a denúncia, o investigado foi flagrado em agosto de 2024, durante fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), portando cerca de 50 gramas de ouro — matéria-prima pertencente à União — e uma quantidade de mercúrio. Além disso, ele operava uma draga para garimpar o ouro sem a devida autorização dos órgãos competentes.

O MPF informou que o laudo pericial elaborado pela Polícia Federal confirmou que o material apreendido consiste em liga de ouro fundida e amálgama de ouro com mercúrio, com valor comercial estimado em R$ 10,4 mil, apresentando características típicas de ouro extraído de atividades de garimpo ilegal. Responsável pelo caso, a unidade do MPF especializada no enfrentamento da mineração ilegal nos estados do Amazonas, Roraima, Rondônia e Acre (2º Ofício da Amazônia Ocidental) destaca que a substância é altamente tóxica à saúde humana e ao meio ambiente.

Conforme o MPF, com o recebimento da denúncia, o garimpeiro responderá por exploração de matéria-prima pertencente à União sem autorização, extração de recursos minerais sem permissão do órgão competente e uso de substância tóxica em desacordo com as exigências legais.

Thiago Monteiro

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