O senador Acir Gurgacz (PDT-RO) defendeu em Plenário, na última quinta-feira (13), a construção de um pacto de governabilidade para o Brasil superar a crise econômica. A situação do país, alertou, ameaça o emprego, as empresas, a estabilidade da moeda, o crédito, a indústria, os investimentos em infraestruturas e as conquistas que a população brasileira teve nas últimas décadas.
“Não fazemos mais do que a nossa obrigação quando pensamos no Brasil e na nossa população, que não aguenta mais perder empregos e ver a economia piorar e vários serviços do governo serem diminuídos. Precisamos acabar, de uma vez por todas, com brigas entre políticos e partidos. Isso tem que ser deixado para a época das eleições, afirmou. .
Para Acir Gurgacz, o pacto passa pela agenda positiva que o Senado apresentou esta semana ao Poder Executivo. Inclui também, ressaltou, a tomada de consciência das principais forças econômicas e políticas do país para o risco de a crise ferir a democracia, a vontade soberana do voto, as instituições e a economia.
“Até mesmo aqueles que bradavam pela derrubada do governo ou pelo retorno do governo militar estão tomando o rumo de uma terceira via, de um caminho alternativo, que envolve um esforço de todos os poderes para assegurarmos a estabilidade econômica e política que conquistamos a duras penas”, disse Acir.
O senador lembrou que no próximo domingo haverá manifestações em várias cidades do país contra a corrupção. Ele espera que os atos sejam pacíficos e ordeiros.
“Basta de corrupção. Fora os corruptos. Essa é a voz das ruas brasileiras. É muito bom quando vemos que isso está acontecendo. Pela primeira vez, na história do Brasil, estamos vendo corruptos e corruptores de alto escalão sendo presos e condenados pela Justiça. Estamos vivendo uma verdadeira cruzada contra a corrupção e isso não pode parar”, disse Acir ao lembrar que o Senado já aprovou projeto que torna a corrupção crime hediondo.
Acir Gurgacz é autor Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2014, que afasta o foro privilegiado nos casos de crimes contra a administração pública, de lavagem de bens, direitos ou valores decorrentes de crime contra a administração pública e de crimes hediondos.
Fonte: Assessoria