Zagueiro agradece esforço do estafe ao reformular programação e questiona arbitragem em empate em 1 a 1 com Junior Barranquilla: “Impossível não comentar. Achei muito confusa”
Escolhido para falar em entrevista coletiva após o empate em 1 a 1 com o Junior Barranquilla, na noite desta quinta-feira, pela terceira rodada do Grupo D da Libertadores, o zagueiro Nino comemorou o ponto conquistado fora de casa, principalmente em razão do que viveu a delegação do Fluminense antes da partida e fez questão de agradecer à diretoria do clube:
– Realmente, muito difícil o que enfrentamos. Vimos o esforço do estafe do Fluminense para que essa viagem e todo desgaste fossem amenizados de alguma forma. Agradecemos todo o esforço, mas não podemos deixar de falar. Nós fizemos uma viagem a mais, desnecessária, com certeza nos cansou mais, mas antes do jogo combinamos que nada disso iria nos atrapalhar e que quando entrasse em campo, tudo isso iria ficar do lado de fora. A gente ia fazer um grande jogo, e foi o que a gente fez – disse.
Novamente, o clube precisou reformular sua programação às pressas após a mudança de sede pela Conmebol. O jogo, que seria realizado na Colômbia, aconteceu no Equador, no Estádio Monumental de Guayaquil, obrigando a equipe a fazer outro voo.
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Questionado sobre o resultado, Nino voltou a destacar a odisseia tricolor e comemorou o ponto conquistado fora de casa. Com o resultado, o Fluminense chegou a cinco pontos e, desta forma, segue na liderança do Grupo D, empatado com o River Plate, que não saiu do 0 a 0 em jogo contra o Santa Fe, também disputado na noite desta quinta-feira.
– Sim, é um bom resultado. Nós temos três adversários muito difíceis no nosso grupo e sabemos que os mínimos detalhes vão decidir. Cada ponto vai ser importante. Diante do cenário de tudo que enfrentamos, todas as dificuldades antes e depois do jogo, ponto importante que nos mantém à frente do adversário de hoje e com certeza vai fazer toda a diferença no final.
O Fluminense retorna ao Rio de Janeiro na madrugada desta sexta-feira e, já no domingo, enfrenta a Portuguesa, pelo segundo jogo da semifinal do Campeonato Carioca. Na próxima quarta, volta a jogar pela Libertadores, mas sem precisar enfrentar novo deslocamento: recebe o Santa Fe no Maracanã, às 21h (de Brasília).
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Veja outros trechos da coletiva:
Arbitragem e nervosismo da equipe
“Não achei que nos faltou calma. Uma coisa que não queria fazer era comentar de arbitragem, mas é impossível não comentar. Achei uma arbitragem muito confusa. Estava muito perto do lance no pênalti marcado, tenho certeza que não foi pênalti”.
– Tínhamos tudo para nos desestabilizarmos totalmente, mas o time foi muito forte mentalmente para continuar no jogo, sem perder a cabeça. Tenho certeza que demonstramos uma força que ninguém imaginava. Uma força mental que vamos levar para o resto da competição – acrescentou.
Maratona de jogos
– São todos jogos decisivos para a gente, tem sido muito desgastante participar de mais de uma competição, tem que virar a chave muito rápido de um dia para o outro. Temos tentado fazer isso e acho que muito bem. Então esse desgaste tem sido amenizado pela vontade que temos de mostrar dentro de campo.
Mais sobre a odisseia tricolor
– Não acho que atrapalhou no resultado de hoje. Todos ficamos muito insatisfeitos com a falta de certeza onde seria a partida e todo percurso que tivemos que fazer desnecessariamente. Demonstramos muita força interior, demonstramos uma superação muita bacana.
Por Redação do ge — Rio de Janeiro