Diligências complementares e confronto da versão da vítima e outras provas

Notícias Policial

 Com a localização da suposta vítima se desencadearam novas diligências. Ela foi oitivada imediatamente.
Depois se reconstituiu o trajeto por ela realizado, confrontando-se com informações de testemunhas, com vídeos e áudios, além de dados eletrônicos, quando as contradições evidenciaram a não ocorrência de sequestro.
Das diversas modalidades de provas reunidas, nenhuma delas revelou a existência do sequestrador e possíveis partícipes.
Desde Candeias do Jamari até Guayaramerin a suposta vítima foi vista todas as vezes desacompanhada, com semblante tranquilo, podendo pedir socorro a qualquer momento caso estivesse em situação difícil. O suposto ponto eletrônico não foi localizado, através do qual ela receberia ordens do sequestrador. Não se tem conhecimento de equipamento dessa natureza com cobertura plena e ininterrupta pelas áreas que passou.
Os contatos foram realizados exclusivamente pelo telefone da suposta vítima. O próprio conteúdo das mensagens foi contraditório com a versão apresentada pela suposta vítima.
Além disso, o suposto local de cativeiro (hotel) seria algo insustentável devido a circulação de pessoas (tornando vulnerável a atividade criminosa), mas ao mesmo registrando as pessoas que por ali passaram (e em nenhum momento foram vistos os supostos sequestradores).
O pedido de resgate (renúncia do prefeito de Candeias do Jamari), também algo incomum (visto que na maioria absoluta dos casos o objetivo é auferir vantagem financeira imediata), além do que deveria ser renúncia “perante a imprensa”, o que provocaria extrema publicidade, fato que desinteressa ao próprio suposto sequestrador.
Por derradeiro, Djeimi foi “libertada”, sem que os supostos sequestradores obtivessem a vantagem indevida ou qualquer ação que os pressionassem a agir dessa forma, somente 12 horas de seu desaparecimento, quando ainda estava em local ignorado.

ASCOM/PCRO
Assessoria de Comunicação da Polícia Civil de Rondônia.